
Configurando seu primeiro cofre empresarial
Criar um cofre na SSP Enterprise leva cerca de cinco minutos. Acertar exige uma conversa antes, porque duas das cinco escolhas do assistente são permanentes — elas alimentam o endereço, e um endereço não se edita.
Este guia percorre o fluxo inteiro: o que decidir antes de começar, cada passo do assistente, o que acontece entre a criação e a ativação, e como verificar que deu certo antes de qualquer dinheiro chegar.
Se os conceitos são novos, leia primeiro SSP Enterprise: cofres multisig para equipes, e papéis e permissões para saber quem tem permissão de fazer isso.
Antes de começar
Quatro coisas para resolver fora do aplicativo, de preferência por escrito.
- Qual rede. Um cofre fica em exatamente uma rede. Se você tem Bitcoin e Ethereum, precisa de dois cofres. Não é uma limitação a contornar — redes diferentes têm endereços diferentes de qualquer forma.
- Quem são os signatários. Todo signatário precisa já ter SSP Wallet e SSP Key configurados e ser membro da sua organização. Signatários são pessoas, não departamentos; "financeiro" não pode ser signatário.
- Qual é o limiar. Quantos desses signatários precisam aprovar. Pense nas duas direções: quantas pessoas você precisa disponíveis para gastar numa terça-feira comum, e quantas poderiam desaparecer antes de os fundos ficarem inalcançáveis.
- Para que serve este cofre. Um cofre com uma função — folha de pagamento, reservas, uma contraparte específica — é mais fácil de dotar de limiar e políticas que um de uso geral.
A decisão do limiar é a que mais se revisita. Vale ler 2-de-2 x 2-de-3 x m-de-n antes de escolher, porque escolher de novo depois custa uma migração.
Os cinco passos

Passo 1 — Rede. Escolha entre as redes que a SSP suporta: Bitcoin, Litecoin, Dogecoin, Ravencoin, Flux, Zcash e Bitcoin Cash do lado UTXO; Ethereum, BSC, Avalanche, Polygon e Base na EVM; e Solana. Há testnets disponíveis para ensaio, e ensaiar numa testnet antes de comprometer fundos reais é um bom uso de dez minutos.
Passo 2 — Nome. Um rótulo para humanos. É o único campo que você pode mudar livremente depois, então nomeie pelo que ele faz e não pelo que guarda: "Folha" envelhece melhor que "Principal".
Passo 3 — Signatários. Selecione os membros da organização que terão chaves. Cada um passa a fazer parte do endereço. Dedique o minuto extra a confirmar que cada pessoa é a certa e tem os dispositivos funcionando — um signatário que não consegue assinar é indistinguível de uma chave perdida.
Passo 4 — Limiar. Defina quantas assinaturas são exigidas. A interface não vai deixar você escolher uma combinação impossível, mas também não vai dizer que sua política é imprudente; esse julgamento é seu.
Passo 5 — Revisão. A última tela antes da criação. Leia a rede, a lista completa de signatários e o limiar em voz alta se tiver para quem ler. É o último momento barato para mudar de ideia.
O que acontece depois de apertar criar
O cofre não fica utilizável de imediato, e isso surpreende. Ele entra em pendente de configuração.
Derivar um endereço multisig exige a chave pública estendida de cada signatário. Essas chaves vêm dos dispositivos dos próprios signatários — nada privado é transmitido, e a SSP nunca vê uma chave privada — mas cada signatário precisa efetivamente fazer isso. Até a última chegar, o endereço não pode ser calculado, então o cofre fica inativo e não pode receber fundos.
Na prática isso significa uma pequena corrida atrás das pessoas. Cada signatário abre o cofre, envia sua chave a partir dos dispositivos pareados, e o cofre registra um evento de chave de signatário enviada. Quando o conjunto está completo, o endereço é derivado e o cofre fica ativo.
Duas observações sobre essa fase:
- Não envie fundos para nada antes de o cofre estar ativo. Ainda não existe endereço para onde enviar. Se alguém compartilhar um "endereço do cofre" durante a configuração, está compartilhando outra coisa.
- A corrida atrás é normal. Um cofre de 5 signatários esperando uma pessoa por dois dias é um acontecimento comum, não um estado de erro.
Verificando antes de financiar
Com o cofre ativo, faça estas quatro checagens antes de chegar qualquer valor relevante.
Confirme que a lista de signatários bate com o acordado. Abra a visão de membros do cofre e leia contra suas anotações. É o último momento fácil para descobrir que o colega errado foi selecionado.
Confirme o limiar. Ele aparece no cofre. Confira o número, não a sua lembrança do número.
Faça uma ida e volta com um valor trivial. Envie uma quantia pequena, depois proponha devolvê-la e leve pelo fluxo completo de aprovação. Isso testa o que de fato importa: que o número exigido de signatários consegue, na prática, assinar. Revela a pessoa com as notificações do SSP Key desligadas, o celular que precisa de atualização e o signatário de férias — tudo isso sem nada em jogo.
Confira o endereço num explorador de blocos. Confirme que o endereço que a SSP mostra existe e está vazio, e que a visão do explorador bate com o saldo que o app informa.
Definindo políticas depois
Com o cofre ativo, você pode adicionar controles de coordenação: listas brancas de endereços, restrições de destino, travas de tempo acima de um limiar de valor e regras exigindo aprovação de admin para valores altos. Modelos de política dão um conjunto inicial sensato que você depois edita.
Seja claro sobre o que eles fazem. Eles moldam quais propostas podem ser criadas e aprovadas pelo fluxo normal — são controles de processo, não imposição de custódia. A rede impõe o limiar de assinaturas e nada mais. Desenhe o cofre de modo que ele seja seguro sem política nenhuma, e depois acrescente políticas para deixar o dia a dia mais arrumado.
Acertando os detalhes operacionais
Adicione observadores com generosidade. Auditores, contadores e qualquer um que precise ver saldos deveriam ter acesso de observador ao cofre. Não custa nada e reduz a zero as mensagens de "me manda um print?".
Ligue as notificações dos signatários. Uma proposta que ninguém percebe é uma proposta que expira. Cada signatário deveria ter as notificações do SSP Key funcionando antes de o cofre guardar qualquer coisa.
Escreva a posição de recuperação. Anote quais signatários existem, qual é o limiar e o que acontece se cada um ficar indisponível. Depois confira a aritmética: com o seu limiar, quantas perdas simultâneas você absorve? Herança e acesso de emergência foi escrito para pessoas físicas, mas o raciocínio se transfere direto.
Decida o procedimento de saída agora. Quando alguém deixa a empresa, removê-lo da organização é mudança de papel, mas removê-lo como signatário exige um cofre novo e uma migração. Saber qual você vai fazer — e ter ensaiado a migração numa testnet — transforma uma semana estressante numa tarefa agendada.
Se algo der errado
Um signatário não consegue enviar a chave. Verifique se ele tem SSP Wallet e SSP Key configurados e sincronizados, e se aceitou o convite da organização. O envio da chave exige os dispositivos pareados dele, não apenas um login.
O cofre está pendente de configuração há muito tempo. Olhe quais signatários já enviaram. A visão do cofre mostra isso por signatário, então a cobrança é direcionada em vez de um e-mail para todos.
Você escolheu o limiar ou o conjunto de signatários errado. Se nenhum fundo chegou, crie um cofre novo corretamente e abandone o primeiro — deixar para trás um cofre sem fundos não custa nada. Se fundos chegaram, você está fazendo uma migração: crie o cofre novo, ative, verifique com uma ida e volta pequena e depois mova o saldo.
Para como o gasto funciona quando o cofre está no ar, o fluxo de propostas está em SSP Enterprise: cofres multisig para equipes, e o anúncio de lançamento original conta o que foi entregue.


