Configurando seu primeiro cofre empresarial

·7 min de leitura·Por SSP Editorial Team
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Configurando seu primeiro cofre empresarial

Criar um cofre na SSP Enterprise leva cerca de cinco minutos. Acertar exige uma conversa antes, porque duas das cinco escolhas do assistente são permanentes — elas alimentam o endereço, e um endereço não se edita.

Este guia percorre o fluxo inteiro: o que decidir antes de começar, cada passo do assistente, o que acontece entre a criação e a ativação, e como verificar que deu certo antes de qualquer dinheiro chegar.

Se os conceitos são novos, leia primeiro SSP Enterprise: cofres multisig para equipes, e papéis e permissões para saber quem tem permissão de fazer isso.

Antes de começar

Quatro coisas para resolver fora do aplicativo, de preferência por escrito.

  1. Qual rede. Um cofre fica em exatamente uma rede. Se você tem Bitcoin e Ethereum, precisa de dois cofres. Não é uma limitação a contornar — redes diferentes têm endereços diferentes de qualquer forma.
  2. Quem são os signatários. Todo signatário precisa já ter SSP Wallet e SSP Key configurados e ser membro da sua organização. Signatários são pessoas, não departamentos; "financeiro" não pode ser signatário.
  3. Qual é o limiar. Quantos desses signatários precisam aprovar. Pense nas duas direções: quantas pessoas você precisa disponíveis para gastar numa terça-feira comum, e quantas poderiam desaparecer antes de os fundos ficarem inalcançáveis.
  4. Para que serve este cofre. Um cofre com uma função — folha de pagamento, reservas, uma contraparte específica — é mais fácil de dotar de limiar e políticas que um de uso geral.

A decisão do limiar é a que mais se revisita. Vale ler 2-de-2 x 2-de-3 x m-de-n antes de escolher, porque escolher de novo depois custa uma migração.

Os cinco passos

Criando um cofre, de ponta a ponta

Passo 1 — Rede. Escolha entre as redes que a SSP suporta: Bitcoin, Litecoin, Dogecoin, Ravencoin, Flux, Zcash e Bitcoin Cash do lado UTXO; Ethereum, BSC, Avalanche, Polygon e Base na EVM; e Solana. Há testnets disponíveis para ensaio, e ensaiar numa testnet antes de comprometer fundos reais é um bom uso de dez minutos.

Passo 2 — Nome. Um rótulo para humanos. É o único campo que você pode mudar livremente depois, então nomeie pelo que ele faz e não pelo que guarda: "Folha" envelhece melhor que "Principal".

Passo 3 — Signatários. Selecione os membros da organização que terão chaves. Cada um passa a fazer parte do endereço. Dedique o minuto extra a confirmar que cada pessoa é a certa e tem os dispositivos funcionando — um signatário que não consegue assinar é indistinguível de uma chave perdida.

Passo 4 — Limiar. Defina quantas assinaturas são exigidas. A interface não vai deixar você escolher uma combinação impossível, mas também não vai dizer que sua política é imprudente; esse julgamento é seu.

Passo 5 — Revisão. A última tela antes da criação. Leia a rede, a lista completa de signatários e o limiar em voz alta se tiver para quem ler. É o último momento barato para mudar de ideia.

O que acontece depois de apertar criar

O cofre não fica utilizável de imediato, e isso surpreende. Ele entra em pendente de configuração.

Derivar um endereço multisig exige a chave pública estendida de cada signatário. Essas chaves vêm dos dispositivos dos próprios signatários — nada privado é transmitido, e a SSP nunca vê uma chave privada — mas cada signatário precisa efetivamente fazer isso. Até a última chegar, o endereço não pode ser calculado, então o cofre fica inativo e não pode receber fundos.

Na prática isso significa uma pequena corrida atrás das pessoas. Cada signatário abre o cofre, envia sua chave a partir dos dispositivos pareados, e o cofre registra um evento de chave de signatário enviada. Quando o conjunto está completo, o endereço é derivado e o cofre fica ativo.

Duas observações sobre essa fase:

  • Não envie fundos para nada antes de o cofre estar ativo. Ainda não existe endereço para onde enviar. Se alguém compartilhar um "endereço do cofre" durante a configuração, está compartilhando outra coisa.
  • A corrida atrás é normal. Um cofre de 5 signatários esperando uma pessoa por dois dias é um acontecimento comum, não um estado de erro.

Verificando antes de financiar

Com o cofre ativo, faça estas quatro checagens antes de chegar qualquer valor relevante.

Confirme que a lista de signatários bate com o acordado. Abra a visão de membros do cofre e leia contra suas anotações. É o último momento fácil para descobrir que o colega errado foi selecionado.

Confirme o limiar. Ele aparece no cofre. Confira o número, não a sua lembrança do número.

Faça uma ida e volta com um valor trivial. Envie uma quantia pequena, depois proponha devolvê-la e leve pelo fluxo completo de aprovação. Isso testa o que de fato importa: que o número exigido de signatários consegue, na prática, assinar. Revela a pessoa com as notificações do SSP Key desligadas, o celular que precisa de atualização e o signatário de férias — tudo isso sem nada em jogo.

Confira o endereço num explorador de blocos. Confirme que o endereço que a SSP mostra existe e está vazio, e que a visão do explorador bate com o saldo que o app informa.

Definindo políticas depois

Com o cofre ativo, você pode adicionar controles de coordenação: listas brancas de endereços, restrições de destino, travas de tempo acima de um limiar de valor e regras exigindo aprovação de admin para valores altos. Modelos de política dão um conjunto inicial sensato que você depois edita.

Seja claro sobre o que eles fazem. Eles moldam quais propostas podem ser criadas e aprovadas pelo fluxo normal — são controles de processo, não imposição de custódia. A rede impõe o limiar de assinaturas e nada mais. Desenhe o cofre de modo que ele seja seguro sem política nenhuma, e depois acrescente políticas para deixar o dia a dia mais arrumado.

Acertando os detalhes operacionais

Adicione observadores com generosidade. Auditores, contadores e qualquer um que precise ver saldos deveriam ter acesso de observador ao cofre. Não custa nada e reduz a zero as mensagens de "me manda um print?".

Ligue as notificações dos signatários. Uma proposta que ninguém percebe é uma proposta que expira. Cada signatário deveria ter as notificações do SSP Key funcionando antes de o cofre guardar qualquer coisa.

Escreva a posição de recuperação. Anote quais signatários existem, qual é o limiar e o que acontece se cada um ficar indisponível. Depois confira a aritmética: com o seu limiar, quantas perdas simultâneas você absorve? Herança e acesso de emergência foi escrito para pessoas físicas, mas o raciocínio se transfere direto.

Decida o procedimento de saída agora. Quando alguém deixa a empresa, removê-lo da organização é mudança de papel, mas removê-lo como signatário exige um cofre novo e uma migração. Saber qual você vai fazer — e ter ensaiado a migração numa testnet — transforma uma semana estressante numa tarefa agendada.

Se algo der errado

Um signatário não consegue enviar a chave. Verifique se ele tem SSP Wallet e SSP Key configurados e sincronizados, e se aceitou o convite da organização. O envio da chave exige os dispositivos pareados dele, não apenas um login.

O cofre está pendente de configuração há muito tempo. Olhe quais signatários já enviaram. A visão do cofre mostra isso por signatário, então a cobrança é direcionada em vez de um e-mail para todos.

Você escolheu o limiar ou o conjunto de signatários errado. Se nenhum fundo chegou, crie um cofre novo corretamente e abandone o primeiro — deixar para trás um cofre sem fundos não custa nada. Se fundos chegaram, você está fazendo uma migração: crie o cofre novo, ative, verifique com uma ida e volta pequena e depois mova o saldo.

Para como o gasto funciona quando o cofre está no ar, o fluxo de propostas está em SSP Enterprise: cofres multisig para equipes, e o anúncio de lançamento original conta o que foi entregue.

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